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12/04/2013 - Notícias

Micam Shanghai proporcionou contatos e negócios para o made in Brasil

Marcas brasileiras atraíram a atenção dos compradores, que já fecharam negócios

Investindo em imagem e mostrando a que veio, o Brasil atraiu a atenção dos compradores na Micam Shanghai. Durante os três dias da feira calçadista, que iniciou na terça-feira, 9, e fechou suas portas nesta quinta-feira, 11, as dez marcas nacionais apresentaram a indústria verde-amarela em um país que ainda pouco sabe sobre o Brasil. No total foram 220 contatos com compradores de países como Japão, Rússia, Cingapura, Coreia, Taiwan, Índia, Portugal, além de China. A expectativa é que a mostra gere negócios de US$ 1,3 milhão nos próximos 12 meses.

 

Com um plano de ação agressivo, a Amazonas está entrando com tudo na China. A empresa deve abrir 15 lojas este ano, nove delas inauguram até o final de maio, e abrangem as cidades de Dalian, Hangzhou, Xangai, Ningbo, Jinhua, Sanya, Hong Kong e Beijing. “Queremos estabelecer a nossa marca no país. Temos hoje um distribuidor na China, com parceria da empresa Diamond do Brasil, e atuaremos com subdistribuição para diferentes regiões. A previsão é vender 250 mil pares em 2014 e chegar a 1 milhão de pares em 2015”, conta Frederico Pucci, gerente de exportação da Amazonas. A marca também terá uma página no Taobao, para e-commerce, um dos principais focos da empresa.

 

Satisfeito com o retorno da feira, Cícero de Castro, gerente de exportação da Albanese, fechou dois pedidos para a China e fez cerca de 20 contatos com compradores da China, Índia, Taiwan, Gana e Etiópia. “A Micam Shanghai se mostrou uma feira realmente asiática e pode nos ajudar a expandir os negócios na Ásia.” Segundo ele, o movimento durante os três dias do evento foi interessante. “Isso nos ajuda a consolidar o que viemos fazendo com insistência. Claro que são vendas tímidas, porque eles não têm noção do que é a nossa indústria, o nosso sapato”, destaca.

 

Para Maurício Reinheimer, trader das marcas Dumond, Capodarte e Lilly’s Closet, a Micam Shanghai trouxe contatos que podem reverter em bons negócios para a Dumond. “Estamos há dois anos e meio no mercado chinês e sabemos que ainda precisamos estudar mais as necessidades e possibilidades porque o país tem potencial. Queremos conceitualizar a nossa marca aqui e vender franquias”, frisa.

 

Seminário

Na manhã do segundo dia da feira, Cesar Yu, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) na China, falou sobre os setores da moda brasileira durante um seminário. Ele apresentou dados sobre a economia brasileira e também de cada um dos segmentos que formam o complexo de moda nacional. “É muito importante esse trabalho desenvolvido pela Abicalçados de promover e acompanhar as marcas de calçados do Brasil na China, que é um país enorme territorialmente e com muitas diferenças e, é claro, grandes oportunidades”, salienta.

 

A Micam Shanghai contou com a participação de dez marcas nacionais. Albanese, Amazonas, Anatomic Gel, Bibi, Cristófoli, Dumond, Huberto S. Müller, Radamés/Kontatto, Sapatoterapia e Stéphanie Classic participaram do evento com o apoio do Brazilian Footwear, programa de incentivo às exportações, desenvolvido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) com apoio da Apex-Brasil. Confira abaixo um pouco das impressões do coordenador de Projetos da Abicalçados, Cristiano Körbes, sobre o trabalho feito pelo setor calçadista no mercado chinês.

 

Qual a importância da China hoje para as empresas calçadistas brasileiras? E por que investir no país?
Cristiano Körbes: China é um país emergente com potencial de consumo fortíssimo devido a população de mais de 1 bilhão de pessoas e ao crescimento acelerado da sua economia. Trata-se de um mercado novo, que possibilitará formar alianças estratégicas para o futuro. As empresas que investem na China perceberam o alto potencial do mercado chinês, cuja classe média e alta busca novidades de outros países para abastecer o recente e voraz consumo interno.

 

Como você vê a inserção das marcas brasileiras na China?
Körbes: É um trabalho difícil para o qual as empresas devem estabelecer planejamento de médio a longo prazo. O retorno virá se as empresas entenderem as dificuldades que a distância e a cultura impõem, e fizerem o seu trabalho dia a dia com perseverança. No futuro, este será um mercado fundamental para a manutenção de nosso setor exportador.

 

Como está o trabalho do Brazilian Footwear na China, que hoje é um dos mercados alvo do programa?
Körbes: O trabalho se iniciou em 2010, quando foram detectadas as oportunidades, e estamos trilhando um caminho que alia exposição de marcas com ações de imagem e muito relacionamento. Na China o termo “guanxi”, que significa a rede de contatos interpessoais, é um fator muito importante. Neste sentido estamos trabalhando a cada semestre para ampliar nossa rede de contatos e facilitar a entrada de mais marcas de calçado nacionais na China.

 

E como foi a participação do Brasil na Micam Shanghai?
Körbes: Foi positiva porque houve qualidade nos contatos, o que possibilitou às empresas darem alguns passos à frente na inserção junto ao mercado. Ficamos surpreendidos com o fato de algumas empresas tirarem pedidos, o que não era previsto, porém sabemos que será necessário um acompanhamento desses contatos. A participação abre possibilidades, mas não encerra o nosso desafio na China.

 


Unidade de Comunicação Abicalçados

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